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Opinião: Segundo Eduardo Barbosa, para arrumar “confusão” basta falar de arte.

O que é arte?

Se você é daquelas pessoas que acham que arte é inútil, que não serve para nada, que não tem importância, que é uma bobagem, que não desperta interesse, etc. Acredite! É importante que você reveja os seus conceitos com a maior urgência!

Em meio à polemica do QueerMuseu |Porto Alegre – 16/08 a 10/09/2017 – Santander Cultural|, assunto já bastante discutido no Brasil, lembro que em Itabirito, a Paróquia de São Sebastião, em parceria com o instituto Iara Tupinambá, está promovendo uma exposição artística com intuito de arrecadar recursos para auxiliar na reforma de três importantes templos em nossa cidade.

Segundo o Padre Edmar, a exposição fica aberta à visitação de 12 a 31 de agosto, no Salão dos Ferroviários, de 9h às 22h. Serão expostas 30 obras de artistas mineiros, incluindo a conceituada artista Iara Tupinambá.

Com o dinheiro arrecadado por meio das vendas das obras, a Paróquia de São Sebastião investirá em um serviço especializado de restauração nos templos sob responsabilidade desta Igreja Matriz. Ficam no distrito de Acuruí, as igrejas de Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora do Rosário, e no distrito de São Gonçalo do Monte, a igreja de São Gonçalo.

Ou seja, a arte é importante e o intuito deve ser para o bem da humanidade, pois do contrário, todos saem perdendo de uma maneira muito séria.

Geralmente podemos tentar compreender a arte como sendo a parte da filosofia que aborda a estética, o que é bonito. Esta é uma das ordens mais altas e complexas da filosofia, e o caminho até o início da compreensão deste conceito é longo. Primeiro passamos pela noção do que é a realidade, como você faz a análise do que é a realidade, quem é você, qual a sua intenção, como você afetará a percepção das outras pessoas sobre a realidade, etc… Em suma, a expressão artística serve como uma espécie de redutor cognitivo, aquilo que simplifica o discurso. Exemplo: se um autor quiser falar de amor, ele pode escrever um livro de 500 páginas ou pintar um quadro com o que ele expressa ser o amor. A leitura do livro é a forma racional da mensagem a ser passada, já o quadro é a forma emocional. Diferente do elemento artístico, a arte pura tem objetivo específico, que é passar uma determinada ideia ou conceito. Exemplo: Michelangelo ao esculpir Davi, passou a sua visão do que seria o ideal de um homem manifesto fisicamente. Ao invés de descrever a ideia, fez uma das mais belas esculturas do mundo.

A mensagem passada através da arte é muito poderosa, pois contrariando o senso comum, mais de 80% das ações humanas partem de tomadas de decisões emocionais. Uma criança exposta a determinada imagem em determinado estágio de desenvolvimento pode criar uma marca para o resto da sua vida. Visto isso, o mínimo que poderíamos esperar de uma exposição como a QueerMuseu era um indicativo de idade mínima, mas pelo que está no edital da mostra, o público escolar era um dos alvos, uma vez que a abordagem da diversidade de gênero era o objetivo central daquele evento cultural.

A arte dominante dos últimos 300 anos é muito individualista e muito proba ao indivíduo do ser humano. Esta realidade vem incomodando pessoas que convergem para ideologias coletivistas desde os anos iniciais do século passado, portanto, é comum que grupos coletivistas detestem a arte clássica “individualista” e querem demoli-la a todo custo, pois querem erguer o coletivo e difamar o indivíduo. Qual o resultado temos disso? Temos a peça teatral “Macaquinhos Performance”. Eu não vou descrever, basta você pesquisar o vídeo da referida peça no YouTube.

Macaquinhos Performance é arte coletivista e ao mesmo tempo é a destruição do que é arte no sentido filosófico da palavra. No meu entendimento, a primeira mensagem passada é que o indivíduo é podre, nojento e fraco, ao mesmo tempo que destrói a ideia de empoderamento do indivíduo.

Podemos concluir que a estratégia de destruição do conceito de arte do ponto de vista filosófico é colocar algo muito ruim, que não denota atenção ao virtuosismo do artista como sendo algo de excelência, criando a versão escatológica da arte. Não obstante, zombam cruelmente daqueles que não entendem a mensagem, taxando-os de ignorantes. Esqueça Mozart, esqueça Noel Rosa! Acolha o artista que colocou o urinol cheio no museu e entenda isso como o ápice da arte! Viva a arte moderna!

Quando o indivíduo comum se depara com o urinol cheio sendo considerado o estado da arte e o criador da obra sendo aclamado ele conclui: é isso que é arte? Então eu não gosto! É uma coisa inútil!

Não! Se você pensar assim, os revolucionários coletivistas venceram! Se você entender que o que lhe é oferecido como arte é uma porcaria, manifeste-se e procure o que é belo, o que é bom, o que é virtuoso, o que traz sentimentos bons. A arte é sim muito importante para abrir a discussão sobre a realidade, mas o mais importante é o que vem depois. Tudo que inutilmente ou em nome de uma causa tira a paz das pessoas é algo ruim, sendo arte ou não.

 

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