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Música, o novo, de novo

Já dizia o velho ditado; “nada se cria, tudo se copia”, em tempos de politicamente correto, se recicla, se recria, se reconstrói.

Em se tratando de música não há como ser diferente, ou você ainda não reparou que tudo que é tido como novo, se parece com algo que você já tinha ouvido a tempos?

Não, não é impressão sua, caro leitor, estudos realizados recentemente pelo Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial da Espanha, liderado pelo especialista Joan Serra, revelou que no decorrer dos últimos 50 anos, aspectos sonoros das músicas têm se tornados de forma gradativamente repetitivos, isso se deve em síntese a volumes cada dia mais altos, menos variações, e sons repetitivos.

O aluimento do processo criativo musical, não deve ser atribuído a uma suposta falta de criatividade dos artistas. O “mais do mesmo” e utilizado recorrentemente como estratégia na consolidação de gêneros musicais, o que é claro garante aos respectivos investidores, grandes dividendos.

No Brasil, país de diversidade cultural única, a pasteurização da música põe a perder vertentes legitimas construídas no compasso da nossa rica história, sob o obscuro pretexto de se criar novas misturas. Entretanto, é preciso apelar para o senso crítico, e entender que grande parte desse produto é enfiado ouvido a dentro de forma subliminar de quem passivamente ouve os hits de gosto duvidoso e um “quanto pior, melhor” cotidiano.

A inclinação a determinado gênero musical, e algo muito individual, para não dizer íntimo, as melodias que despertam emoções não devem ser substituídas por algo meramente visual, é preciso ter afinidade com a canção, de forma que ela perdure em seu inconsciente de forma sublime e marcante. E aproveitando que estamos abusando dos ditados populares, segue mais um; “gosto não se discute”.

Thiago Lima
Estudante de Administração, técnico em áudio e iluminação, cinéfilo e amante das artes.

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