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Marcelo Rebelo: Pelo meu direito de portar uma arma e me defender

Vamos direto às estimativas, pois números não mentem. O Observatório Sírio de Direitos Humanos contabilizou que 321.358 pessoas foram mortas na Guerra da Síria entre 2011 e 2016. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública contabilizou que 340.458 pessoas foram assassinadas no Brasil entre 2011 e 2016.

E para piorar, o Brasil registrou 61.619 mortes violentas em 2016, o maior número de homicídios da história, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública em seu anuário divulgado no último dia 30 de outubro. http://www.forumseguranca.org.br/

Tais dados confirmam que morar na Síria é mais seguro do que morar no Brasil, além do que, podemos depreender que o Estatuto do Desarmamento nos seus 14 anos de existência naufragou na redução da criminalidade violenta e dos homicídios com arma de fogo.

Podemos nos orgulhar, pois nos tornamos em números absolutos, o país em que mais se mata, apesar de sermos um dos mais rígidos no mundo no controle de armas de fogo. E isso é desesperador, pois tudo indica que o Estatuto do Desarmamento só foi bem sucedido em desarmar o cidadão comum e deixá-los a mercê dos criminosos.

Por isso defendo o meu direito de poder ter armas de fogo. Em minha opinião, a melhor política de segurança. Por outro lado, restringir o meu direito de ter uma arma de fogo me deixa a mercê de criminosos violentos.

Se o governo de um país aprova um estatuto do desarmamento, ele apenas diminui o medo de criminosos levarem um tiro de cidadãos honestos e trabalhadores. E na mesma proporção, ele aumenta a confiança desses criminosos em saber que suas eventuais vítimas estão desarmadas, pois acataram ao estatuto do desarmamento.

Sobre a falácia de que “armas matam”, vale lembrar de que as armas são objetos inanimados, tão inanimados quanto facas, tesouras e pedras.  E objetos inanimados não matam. Quem mata é a pessoa portadora de tais objetos.

O professor de filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Denis Rosenfield, em artigo para a revista Época disse que a “liberdade de escolha e o direito à autodefesa são pilares de uma sociedade livre e democrática. Não se trata de nenhum direito de matar, mas do direito de conservação da própria vida”.

Ele prossegue dizendo que “Os bandidos continuam a ter livre acesso às armas de fogo. O mercado negro os supre muito bem. O Estado não consegue coibir a violência, e nega a seus membros que o façam. O cidadão fica então à mercê dos criminosos”.

Mais óbvio do que isso impossível.

E finalizo informando que o senador goiano Wilder Moraes quer aprovar um plebiscito para discutir a revogação do Estatuto do Desarmamento. O Senador disse que o projeto de plebiscito sobre o tema deve ser votado até o fim desse mês. O tema é analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Marcelo Rebelo

Marcelo Rebelo é jornalista, relações públicas, pós-graduado em E-commerce e descontente com os rumos da política local.

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