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Marcelo Rebelo: Nota de Esclarecimento sobre as acusações do vereador Renê Butekus contra mim

O vereador Renê Butekus, durante a mais recente Sessão Ordinária (28/08), como tem sido praxe, fez uso da tribuna não para apresentar algum projeto de relevância ou discutir algo de valor para a cidade e sim para atacar e achincalhar a honra das pessoas.

Infelizmente, alguns dos impropérios foram dirigidos a mim. Apesar de ele não ter citado meu nome, em nenhum momento, a mensagem teve endereço certo, pois sou o único jornalista efetivo naquela prefeitura, que já trabalhou em Brasília e em Aracruz. Pois bem, recado dado, segue a resposta, alguns esclarecimentos e considerações sobre o que foi dito.

Para facilitar transcrevo o que o vereador disse sobre mim: “exceto um picareta de um jornalista que é concursado que tá lá em cima. Que tá sendo comprado por algumas pessoas para defamar (sic) o serviço dos trabalhadores. E agora vocês veem uma pessoa que está descontente com a população e que não tem dois anos que está dentro na cidade e não soma nada para a cidade e não tem credibilidade nenhuma na cidade. Então nos temos que falar isso também, que respondeu a processo administrativo na cidade de Aracruz, que foi exonerado do Congresso Nacional. Então eu resumo isso de bandido. Né, eu resumo isso de bandido”.  Áudio abaixo: 7:01 – 8:11

Confira o áudio da fala do vereador

 

Sobre o pronunciamento, ele inicia afirmando que estou “sendo comprado por algumas pessoas para defamar (sic) o serviço dos trabalhadores”. Eu gostaria de saber quem está me comprando e quais são essas pessoas que estou difamando? É bom deixar as coisas claras. É muita irresponsabilidade fazer uma acusação dessas numa Sessão Ordinária sem apresentar os detalhes e deixar por isso mesmo.

Ele afirma depois que “não somo nada para a cidade e não tenho credibilidade nenhuma na cidade”. Isso é estranho, pois se eu não tenho credibilidade, por qual motivo o vereador se preocupa tanto comigo a ponto de me incluir em vídeos, vir a plenário falar a meu respeito e me achincalhar desse modo. Isto é no mínimo incoerente.

Em terceiro, o vereador faz a leviana e irresponsável acusação de que “respondi a processo administrativo na cidade de Aracruz”. Isso não passa de uma mentira. Na realidade, fui exonerado a pedido próprio para tomar posse na Prefeitura de Itabirito. E durante três anos como concursado na Prefeitura de Aracruz, em momento algum, respondi a qualquer tipo de processo administrativo.

Isso pode ser comprovado pelo Decreto nº 29.732/2015 , cuja imagem posto aqui. Vale ressaltar que esse documento consta em minha pasta funcional na Prefeitura de Itabirito.

Ele também afirma que “fui exonerado do Congresso Nacional”. A respeito dessa assertiva não tenho nada a dizer, pois nunca trabalhei nesse local.

A realidade é que por quase uma década, trabalhei como consultor das Nações Unidas, em Brasília e por isso prestei consultoria para vários órgãos federais. Os contratos eram temporários, por produtos e sem qualquer vínculo empregatício com os entes para os quais exercia função. Por isso era comum os contratos de consultorias serem encurtados ou aditados. Conforme documento abaixo.

Por fim, o vereador me chama de bandido não uma, mas duas vezes. Refuto com veemência tal acusação, pois nunca fui acusado de nenhum crime e nem respondi a processo judicial. Isso pode ser comprovado, pois antes de tomar posse na Prefeitura de Itabirito tive que apresentar o seguinte documento “folha de antecedentes da Polícia Federal e da Polícia dos Estados onde tenha residido nos últimos 5 (cinco) anos, expedida, no máximo, há seis meses”.

Diante desses fatos, sou impelido a fazer algumas considerações sobre a fala dele.

Pelo que depreendi, segundo o raciocínio do vereador, o fato de algum servidor público responder a processo administrativo o torna bandido. Os dois principais líderes políticos de nossa cidade, o prefeito Alex Salvador e o presidente da Câmara, vereador José Maria, também servidores públicos, respondem a processos na justiça. Assim, seria justo chamá-los de bandidos?

O vereador afirma que sou bandido por ter sido exonerado do Congresso Nacional. Mais uma vez, passo a depreender, que também os servidores comissionados da prefeitura, incluindo aí: filhos, irmãs, ex-mulheres, cunhados, sogros, dentre outros, dos seus colegas vereadores, que lá trabalham, caso forem exonerados será justo também taxá-los de bandidos?

É lamentável que o plenário da Câmara Municipal de Itabirito tenha se transformado em um picadeiro de circo, com a conivência de todos os vereadores, e o pior de tudo é que o palhaço é a população que paga caro por esse espetáculo infantil e de mau gosto.

Marcelo Rebelo

Marcelo Rebelo é jornalista, relações públicas, pós-graduado em E-commerce e descontente com os rumos da política local.

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