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Itabirito apresenta piora no Índice FIRJAN de Gestão Fiscal

O município de Itabirito caiu em um ano, 125 posições no ranking estadual do Índice FIRJAN de Gestão Fiscal 2017 (IFGF) – ano de referência 2016, divulgado em (11/08). No ano de 2015, a cidade ocupava a posição 453ª e em 2016 caiu para a 578ª colocação.

O Índice mostra para a sociedade a forma como os tributos pagos são administrados pelas prefeituras. São cinco indicadores: Receita Própria, Gastos com Pessoal, Investimentos, Liquidez e Custo da Dívida.

Dentro de uma escala que vai de 0 a 1, Itabirito conseguiu alcançar apenas 0,3881, no índice IFGF no Ano-base 2016 o que o coloca na 3.382ª posição nacional entre 4.522 municípios analisados e na 578ª posição estadual, entre 740 cidades mineiras analisadas.

A cidade também está aquém da média nacional, que indica uma pontuação de 0,38, obtendo o Conceito D, dado a cidades que obtiveram índices inferiores a 0,4 pontos.

Dados de Itabirito no Índice FIRJAN

O IFGF também aponta que a cidade obteve o melhor resultado em 2012, quando ocupava a 408ª posição nacional e o 38º lugar entre 809 cidades mineiras. Na época, a pontuação da cidade era de 0,65 e hoje é de 0,38. Desde, 2012 o município vem registrando queda acentuada nos indicadores.

Confira os dados do IFGF referentes a Itabirito

Índice FIRJAN
Lançado em 2012, o IFGF traz o debate sobre um tema de grande importância para o país: a forma como os tributos pagos pela sociedade são administrados pelas prefeituras. Elas são responsáveis por administrar um quarto da carga tributária brasileira, ou seja, mais de R$ 461 bilhões, um montante que supera o orçamento do setor público da Argentina e do Uruguai somados.

O índice é construído a partir dos resultados fiscais das próprias prefeituras – informações de declaração obrigatória e disponibilizadas anualmente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Com base nesses dados oficiais, o Índice FIRJAN de Gestão Fiscal 2017 – ano de referência 2016 – avaliou a situação fiscal de 4.544 municípios, onde vivem 177,8 milhões de pessoas – 87,5% da população brasileira.

Apesar da determinação da lei, os dados do exercício fiscal 2016 de 1.024 prefeituras não estavam disponíveis ou não eram consistentes (informações que não foram passíveis de análise).

Metodologia
O IFGF tem uma leitura dos resultados bastante simples: a pontuação varia entre 0 e 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, melhor a gestão fiscal do município no ano em observação.

 

 

Marcelo Rebelo é jornalista e relações públicas

Marcelo Rebelo

Marcelo Rebelo é jornalista, relações públicas, pós-graduado em E-commerce e descontente com os rumos da política local.

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