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Eduardo Barbosa: Não seja um idiota útil

O artigo de hoje é uma resposta a um assíduo leitor do Impacto Atual, que gentilmente me abordou em um supermercado de Itabirito (MG) e me fez algumas perguntas interessantes. Ele usou uma expressão que iremos tratar no fim do artigo que é a seguinte: “Não quero ser um ‘idiota útil!’”. Fiquei surpreso por eu ter sido reconhecido como articulista do Impacto, e pelo alto nível dos questionamentos que foram feitos pelo leitor. Sinal de que todo o nosso esforço está, pelo menos, despertando as pessoas para uma realidade que poucos conheciam ou tinham interesse em conhecer.

As perguntas:

  • O que é a tal guerra cultural que você tanto nos convida a lutarmos juntos?
  • Qual a diferença entre comunismo, feminismo e os outros tantos “ismos” que você fala em seus artigos?

Pois bem, realmente essas perguntas só poderiam ter sido elaboradas por quem de fato está prestando atenção nas mudanças do mundo e sobre os efeitos dessas mudanças na vida das pessoas que amamos e sobre a sociedade em geral. Vou tentar respondê-las de forma objetiva, direta e clara, porém sem a mínima pretensão de esgotar o assunto, muito pelo contrário.

Vamos às respostas:

Guerra Cultural A empreitada é contra o movimento revolucionário do mundo ocidental ou “revolução social”, que surgiu em 1789 pela conhecida “Revolução Francesa”, que foi extremamente violenta, perversa e sanguinária e que nada teve de “igualdade, liberdade e fraternidade”, como se propaga.

Também me oponho às revoluções teístas do mundo árabe, que querem conquistar o planeta impondo forçosamente a cultura islâmica, bem como todos os movimentos globalistas em curso atualmente (que é diferente de globalização – vamos tratar disso em outro artigo).

Revolucionários atacam as bases da cultura ocidental judaico-cristã com o objetivo de destruí-la e impor outros costumes em seu lugar. O professor Olavo de Carvalho alerta que a Revolução Social é uma mudança radical dos meios de alcançar o poder, porém quem manda pode continuar mandando, mas por vias diferentes das atuais.

“Aí fica fácil entender porque nos dias de hoje o Lula anda coladinho com Renan Calheiros, e o PT não fez muita força para implicar o Aécio Neves.” (Autor desconhecido).

Notadamente, o movimento revolucionário passou por diversas transformações e tem várias versões, tais como o comunismo, o socialismo fabiano, nazismo, fascismo etc. Porém, com a mesma base racional.

As sínteses dessa base racional podem ser encontradas em várias obras de diversos atores, tais como Karl Marx – O Capital; Friedrich Engels – A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado; Leon Trotski – Moral e Revolução; Vladmir Lenin – O Estado e a Revolução; Leonardo Boff – Igreja, Carisma e Poder; Paulo Freire – Pedagogia do Oprimido; Errico Malatesta – Escritos Revolucionários, dentre muitos outros autores e obras.

Todos eles consideram as mesmas premissas, posicionando suas teorias à esquerda do espectro ideológico. Pessoas de esquerda ou simplesmente “esquerdistas” são os apoiadores dessas maluquices.

Já lutamos contra o movimento revolucionário com armas na mão. Foram duas grandes guerras mundiais e inúmeras guerras civis mundo à fora. Porém, nos dias de hoje, as nossas batalhas estão mais acirradas no campo das ideias (ideologias) e em processos de mudança cultural.

A nova forma de batalha foi concebida entre 1927 e 1937 quando Antônio Gramsci escreveu um conjunto de 29 cadernos no período em que esteve preso na Itália, entre 1926 e 1937.

Gramsci defendia a tese de que para o sucesso da revolução ser pleno, os revolucionários deveriam largar as armas e ocupar de maneira sutil todos os espaços possíveis na sociedade, desde as escolas, universidades, mundo das artes, imprensa, religiões e tudo o que for pertencente à cultura do povo a ser conquistado. Assim, as pessoas naturalmente tornar-se-iam socialistas e esse regime de governo seria gradualmente implementado no Estado em que tais ações fossem cumpridas.

No Brasil, os esquerdistas seguem as proposições de Gramsci desde a década de 60, mas foi com o surgimento do Partido dos Trabalhadores, em 1980, e 10 anos mais tarde com a criação do Foro de São Paulo que as ideias de hegemonia de tomada de consciência de Gramsci ganharam contornos de diretrizes e passaram a constituir sólidos programas de objetivos, metas e ações para consolidar o socialismo como regime governamental no Brasil.

A eleição de Lula como presidente do Brasil em 2002 mostrou que as ações gramscistas eram eficazes, mas em 12 anos de governo o regime literalmente quebrou o país, pois fez o que era o inevitável: o giro à esquerda, que nada mais é do que a institucionalização da corrupção em níveis jamais vistos (no mundo).

Quando estávamos prestes a nos tornarmos insolventes como a Venezuela, houve o impeachment da então “presidenta” Dilma Rousseff e por pouco nos livramos de uma catástrofe. Porém, vale lembrar que não houve uma troca de governo, pois o sucessor de Dilma era o então vice-presidente da chapa composta por PT e PMDB nas eleições de 2014, e os argumentos de que houve um “golpe” não passam de escabrosas falácias.

Diferença entre os “ismos” Trata-se de um dos principais aspectos cujas pessoas que estão começando a entender o que é a guerra cultural contra o movimento de esquerda devem prestar muita atenção, pois existem muitas diferenças entre os “ismos” em que alguns deles são tentáculos da mesma ideologia.

Uma ideologia pode ser entendida como sendo um simulacro de teoria científica. Segundo o próprio Karl Marx, trata-se de um “vestido de ideias” que encobre interesses e/ou desejos.

Alguns “ismos” nada mais são do que as bandeiras ideológicas ou iscas que são lançadas pelos movimentos de esquerda para fisgarem os desavisados e conseguirem estremecer e quebrar as bases da identidade cultural.

Os principais “ismos” das ideologias de esquerda são:

Comunismo; Socialismo; Fascismo; Nazismo; Islamismo; Eurasianismo; Gayzismo; Feminismo; Racialismo; Vitimismo; Anticristianismo; Ambientalismo; Veganismo e muitos outros movimentos baseados em premissas marxistas.

Qualquer destes tentáculos ideológicos, em conjunto ou separadamente, caracterizam o perfil esquerdista, logo, você deve pensar mil vezes antes de apoiar qualquer uma destas manifestações ativistas.

O intuito deste artigo é apresentar uma resposta ao nosso leitor, mas também estimular a pesquisa. Por isso, destacarei apenas dois destes “ismos” para exemplificar qual é a função (verdadeiras intenções) que eles exercem enquanto componentes da filosofia da esquerda mundial.

Ambientalismo Tratado como a Revolução Verde, é um dos tentáculos revolucionários mais efetivos em todo o mundo. Fonseca (2009) lançou a seguinte reflexão: “afinal, o que move o ambientalismo? Será mesmo o desejo inocente e altruísta de preservar o planeta e o meio ambiente? Ou, por trás desta fachada, se operam manipulações, cuja intenção é criar um clima emocional e de terror que arrombe as consciências e as faça aceitar uma série de mudanças nas mentalidades, nos estilos de vida, apresentadas como “necessidades imperiosas” para a “sobrevivência” do planeta? E tais “imperiosas” mudanças para onde apontam? Parecem visar uma alteração, em seus fundamentos, da atual ordem de coisas – voltada para a produtividade e o desenvolvimento – rumo a uma sociedade primitiva e “despojada”.”

Pasmem, mas infelizmente o ponto de vista acima é verdadeiro. Não há evidências científicas que comprovam que as mudanças climáticas são causadas pelo homem. Isso tudo é uma fraude gigantesca (veja clicando aqui). “Eu não acredito no aquecimento global… ele se transformou em uma nova religião”, afirmou o Prof. Ivar Giaever, Prêmio Nobel da Física de 1973.

No Brasil e na América do Sul há um exemplo absurdo de como o ambientalismo pode ser usado para alterar completamente a forma como entendemos o próprio estado democrático de direito. O movimento sul-americano Pacha Mama é o maior paradigma dos efeitos da revolução verde (clique aqui e veja). O mais impressionante disso tudo é a forma como muitos alunos da área de direito estão sendo convencidos de que a profissão de advogado na forma como ela é hoje deixará de existir em pouco tempo (será substituída por softwares), e que o refúgio para os futuros operadores do direito é o movimento Pacha Mama, através da compreensão do direito à vida. Instituições renomadas de formação de bacharéis em direito defendem e propagam essa ideologia (clique aqui e baixe o PDF). No fim, os estudantes acabam acreditando na falácia, e ai daqueles que discordarem! Para eles discordar da ideologia Pacha Mama é uma reação conservadora é “um grito desesperado” de um perfil social que sabe que irá desaparecer rapidamente. Será? Se depender de mim e dos meus companheiros de batalha, vamos virar esse jogo rapidamente! O povo está acordando!

E para os amigos que atualmente estão estudando a arte de operar o direito, recomendo fortemente a leitura do livro “O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota”, de autoria do professor Olavo de Carvalho. É uma excelente vacina!

Vitimismo – é um comportamento ativista amplamente usado para justificar desvios de conduta, índole e caráter. Serve para colocar a culpa de todos os problemas do mundo em um determinado alvo e justificar condutas ilícitas, imorais e antiéticas.

Além de ser um comportamento deplorável, é uma tática largamente utilizada pelos esquerdistas no sentido de posicionar as ditas “minorias” sempre como “vítimas da sociedade”, dando-as uma “autoridade moral” para cometer crimes.

No livro Escritos Revolucionários, o autor Errico Malatesta afirma que “Com certeza, o ladrão profissional é, ele também, uma vítima do meio social. O exemplo que vem de cima, a educação recebida, as condições repugnantes nas quais se é, amiúde, obrigado a trabalhar, explicam facilmente como é que homens, que não são moralmente superiores a seus contemporâneos, colocados na alternativa de serem explorados ou exploradores, preferem ser exploradores e encarregam-se de consegui-lo pelos meios de que são capazes”.

Neste contexto, o vitimismo é frequentemente usado para dar respaldo a ações terroristas de grupos revolucionários: Vamos depredar esta fábrica de alimentos na Bahia porque somos trabalhadores sem-terra vítimas da sociedade cruel (veja, clicando aqui)

No fim, para os esquerdistas, só importa uma coisa: que a revolução seja plena, independentemente dos meios necessários para que o propósito seja alcançado. Vale lembrar que a revolução plena passa pela supressão do seu direito de ser Cristão, de acreditar em Deus e de preservar Família, sua moral e seus valores. Tome cuidado para não apoiar sem querer qualquer um destes “ismos” da esquerda. Não seja um “idiota útil” (veja aqui o conceito)!

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