DestaqueItabirito

“Dizer que são perseguidos é moda entre políticos”, diz juiz de Itabirito

Nesta quarta-feira (27), durante solenidade na qual o juiz de Itabirito, Antônio Francisco Gonçalves, conversou com alunos da Escola Estadual Professor Tibúrcio, a reportagem do Impacto Atual teve a chance de entrevistá-lo. Um dos assuntos tratados com o magistrado foi a postura do prefeito Alex Salvador (PSD) que, em entrevista ao jornal O Tempo (de BH), acusou o juiz de ser parcial ao julgar casos da política itabiritense nos quais Alex Salvador esteja envolvido.

Segundo o periódico belo-horizontino, as palavras do prefeito foram exatamente estas: “Só na eleição (passada) me cassaram duas vezes, mas ganhamos no TRE, no TSE, em tudo. Tem um juiz aqui que tem problema pessoal comigo, e aí qualquer denúncia contra mim que chega para ele analisar, o juiz já manda cassar. Então, eu estou acostumado já com isso. É uma perseguição. Saiu do campo da Justiça e partiu para coisas pessoais. Nós vamos passar quatro anos nos defendendo”.

A princípio, o juiz disse ao Impacto que não teria nada a responder ao prefeito. Contudo, na sequencia, comparou políticos, de um modo geral, a Michel Temer (PMDB), quando o presidente da República afirma ser perseguido pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Isso é moda entre os políticos. As invés de cumprir a lei, julgam as decisões das autoridades. Quem movimenta o Poder Judiciário são as partes”, disse.

Dorinho

Outro assunto tratado com o magistrado, foi a situação do atual secretário Municipal de Segurança e Trânsito, Artidório Senem (o Dorinho), que pediu afastamento não remunerado da Prefeitura de Itabirito para tratar de assunto pessoais 

Caso Dorinho seja exonerado, para o juiz, Dorinho deve continuar no regime aberto. “Já foi tomada a decisão de ele cumprir pena no aberto”, afirmou o magistrado.

Dorinho foi preso dia 8 de março deste ano, mas ficou poucos dias na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

Uma juíza federal o colocou no mesmo patamar de um secretário de Estado de Defesa Social, e por isso determinou que pena dele fosse cumprida no regime aberto.

O crime de Dorinho, de sonegação fiscal de aproximadamente R$ 2 milhões, aconteceu quando ele não era funcionário da Prefeitura.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Close

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios