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Oficina de Siririca escancara o fracasso das universidades públicas

Não há como ficar indiferente a certas notícias que de vez em quando insistem em nos assombrar e servem para demonstrar o estado de deterioração e decadência das universidades públicas dominadas pela esquerda.

A Faculdade de Medicina da USP está promovendo de 7 a 12 de agosto, uma tal Semana da Diversidade e um dos pontos altos do evento foi a realização de uma Oficina da Siririca voltada para mulheres e homens trans.

O local foi palco também para outras pérolas como debates acerca da sexualidade e de opressões como racismo, machismo, LGBTfobia, desigualdade de gênero e violências contra minorias sociais historicamente marginalizadas e o classismo em espaços privilegiados.

Custei a acreditar no que li, mas infelizmente é tudo verdade e o pior é que esse espetáculo de mau gosto é todo financiado com o dinheiro público.

Isso dá pistas por que a USP, hoje dominada pela esquerda, vem caindo em ranking de universidades, perdendo o posto de melhor da América Latina, segundo pesquisa recente divulgada pela Consultoria Quacquarelli Symonds (QC), cuja lista de melhores universidades do mundo é a mais levada em consideração.

E não me venham com a falácia de que a universidade é um espaço que deve ser ocupado pelos debates impedidos de circular livremente pelos espaços públicos. Um evento com essas características não objetiva a tolerância, mas a segregação ao impor a afirmação de conceitos e valores que só podem ser exercidos entre iguais.

A universidade pública tornou-se um local tomado por grêmios de esquerda, coletivos socialistas, gritos de revolução, greves, apologia às drogas, negação da religião, intimidações, feminismo, professores doutrinadores, desmoralização da família e achincalhe da autoridade policial.

Infelizmente, o problema não está restrito apenas às universidades públicas, o sistema de ensino do país como um todo vai de mal a pior. Atualmente 95% dos nossos alunos saem do ensino médio sem conhecimentos básicos em matemática, quase 40% dos universitários são analfabetos funcionais e 78,5% dos estudantes brasileiros finalizam o ensino médio sem conhecimentos adequados em língua portuguesa.

Segundo dados do Prova Brasil, 55% dos professores brasileiros dizem possuir pouco contato com a leitura. De acordo com o Núcleo Brasileiro de Estágio (Nube), quatro em cada dez universitários são barrados em seleções para estágio por causa de erros de ortografia – os estudantes de Pedagogia lideram entre os piores índices.

Não bastasse todo esse caos, a escola e principalmente as universidades são usadas como instrumento para doutrinação ideológica. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Sensus, 78% dos professores brasileiros acreditam que a principal missão das escolas é “formar cidadãos” (apenas 8% apontou a opção “ensinar as matérias”) e 61% dos pais acham “normal” que os professores façam proselitismo ideológico em sala de aula.

O aparelhamento estatal da educação, nos treze anos de governo petista, por meio da Pátria Educadora, fez um estrago terrível nas universidades públicas, deixando como legado uma geração universitária idiotizada pelo ideário progressista de esquerda: sexo, aborto, drogas e vitimismo.

Marcelo Rebelo é jornalista, relações públicas, pós-graduado em E-commerce e descontente com os rumos da política local.

As universidades públicas devem voltar a funcionar como centros de produção e difusão do conhecimento, abertas às mais diversas perspectivas de investigação e capazes, por isso, de refletir, com equilíbrio as complexidades de nossa sociedade.

É salutar, que o conhecimento seja disseminado com neutralidade e sem qualquer viés ideológico tanto de esquerda como de direita.

Marcelo Rebelo

Marcelo Rebelo é jornalista, relações públicas, pós-graduado em E-commerce e descontente com os rumos da política local.

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