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Escola Industrial, Itabirito: auxiliar cai do telhado e sofre traumatismo craniano; estado grave

ITABIRITO (MG) – Na segunda-feira (18), por volta das 18h, o auxiliar de pequenos reparos da Escola Estadual Engenheiro Queiroz Júnior, Israel Borba Gato Pascoal (51), sofreu uma queda de aproximadamente 5 metros enquanto fazia reparos no telhado da instituição.

A vítima teve traumatismo craniano encefálico. O estado de saúde do trabalhador é muito grave.

Israel foi socorrido pelos bombeiros de Itabirito e, mais tarde, transferido para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde ele está neste momento.

Direção do Industrial

Em entrevista ao Impacto Atual, o diretor da instituição de ensino (também conhecida como Escola Industrial), Luiz Procópio, com base em declarações de médicos, disse que o funcionário teria sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) enquanto estava no telhado, o que fez com que ele caísse.

Israel trabalhava há dois anos na escola e não usava equipamentos de segurança. “Nunca houve uma recomendação da Secretaria de Estado da Educação, nem sequer uma verba, absolutamente nada que diz respeito ao uso de equipamentos de segurança por parte de funcionários. Nossa situação (das escolas estaduais de MG) é muito difícil. Recebemos 31 centavos de verba por aluno/dia para custear a merenda escolar”, desabafou o diretor transtornado com a situação.

Ainda segundo o diretor, a situação do funcionário se agravou porque houve demora ao levá-lo de Itabirito à capital. De acordo com Luiz Procópio, Israel chegou ao João XXIII por volta das 22h.

Secretaria de Estado da Educação

Para pegar uma declaração a respeito do que disse o diretor, o Impacto Atual fez contato com a Superintendência Regional de Ensino, em Ouro Preto, que responde pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais.

A superintendente Crovymara Batalha estava em reunião e ficou de dar um retorno à reportagem.

UPA de Itabirito

Na Unidade de Pronto Atendimento de Itabirito, órgão municipal, o coordenador Alexander Rodrigo Machado, disse à reportagem que pacientes só são transferidos da unidade de origem (UPA, no caso) para a unidade de destino (João XXIII), depois que eles são aceitos por essa unidade de destino.

“Foram diversas ligações feitas durante 1h20 da UPA para o João XXIII. Várias e incessantes tentativas, mas ninguém atendia ao telefone. Só depois que conseguimos falar no João XXIII, e depois que a coordenação médica do hospital liberou é que nós fizemos o deslocamento do paciente”, garantiu o coordenador da UPA de Itabirito.

O coordenador ainda disse que o paciente transferido estava estável. Condição básica para que seja feita o deslocamento. “Caso contrário, corria-se o risco de ele morrer na ambulância”, afirmou.

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